Pirataria em números

Tornou-se uma prática muito comum na sociedade ao longo do tempo a violação do direito autoral. Também conhecida como pirataria, ganhou popularidade no fim da década de 90, quando as redes de Peer-to-peer começaram a ganhar mercado com a criação de aplicativos como Napster e Kazaa que simplificavam o uso da tecnologia e permitiam que o usuário comum partilhasse seus arquivos de uma maneira simples e eficiente.

Músicas foram o primeiro tipo de conteúdo amplamente compartilhado em redes de Peer-to-peer. Impulsionados pelos altos valores cobrados por CDs, pessoas, em geral jovens, viram na tecnologia uma maneira de obter o conteúdo desejado sem sair de casa, com uma maior flexibilidade (fazendo download apenas das músicas que queria ouvir) e a um custo muito menor: de graça.

A moda tornou-se tão popular, que a RIAA (Record Industry Association in America) estima que em comparação a 1999, a venda de músicas nos Estados Unidos da América caiu 47%, o que representa um prejuízo de aproximadamente 6 bilhões de dólares anuais. Estima-se também que de 2004 a 2009 foram feitos downloads de aproximadamente 30 bilhões de músicas ilegalmente através das redes de Peer-to-peer.

Atualmente, não são apenas músicas obtivas de maneira ilegal, mas também filmes, séries, aplicativos, jogos e livros.

Se pode ser visto ou ouvido, pode ser pirateado.
Autor desconhecido

Software

Os números relacionados a violação dos direitos autorais na cena musical já são bastante impressionantes, mas a pirataria de software não fica para trás. De acordo com a BSA (Bussiness Software Alliance), em 2010 apenas 22% do software consumido pela china foi obtido legalmente. Nos Estados Unidos, este número chega a 80%, mas a pirataria ainda consome uma boa fatia do mercado. É comum encontrar pelas ruas da china cópias ilegais de softwares sendo vendidas a dois ou três dólares, uma fração de seu valor original.

Não estou dizendo que todas as pessoas na China tem condições de comprar um computador, mas se possui, deve arcar os custos de software.
Steve Ballmer, Presidente da Microsoft

Ainda que os softwares mais pirateados sejam sistemas operacionais e suites comerciais de alto valor, como por exemplo o Microsoft Windows 7 (R$329 a versão mais simples, e R$699 a versão Ultimate), Microsoft Office 2010 (R$1399 a versão com o Publisher) ou o Adobe Photoshop (R$1577 a ultima versão), softwares de baixo valor também são alvos da ilegalidade. Softwares de US$0,99 para dispositivos móveis são distribuidos livremente.

De acordo com a Pinch Media, existem aproximadamente 4 milhões de iPhones jailbroken (procedimento que permite que aplicativos não oficiais sejam instalados) no mundo e destes, aproximadamente 38% possuem pelo menos um aplicativo ilegal. Trata-se de aplicativos cujo o valor variam entre US$0,99 e US$9,99.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>